Vertical Fish gera mais de 20 outputs científicos e marca presença em quatro continentes

O projeto Vertical Fish está a chegar ao final do seu ciclo com um balanço científico expressivo. Ao longo do período de execução, gerou um total de 20 artigos científicos, dos quais 10 já estão publicados em revistas internacionais de referência, 6 foram submetidos e aguardam revisão, e 4 estão em fase de preparação para submissão.

Os trabalhos publicados abrangem temas como a segurança e qualidade do pescado ao longo da cadeia de valor, o desenvolvimento de métodos de deteção e rastreabilidade em espécies comercialmente relevantes, a valorização de organismos de baixo nível trófico como ingrediente alternativo em aquacultura, e o perfil de ácidos gordos de anfípodes marinhos com potencial para enriquecer rações aquícolas com ómega-3.

Um dado que merece destaque é que a maioria das publicações foi aceite em revistas científicas internacionais classificadas no primeiro quartil (Q1) das suas áreas de especialidade, como a Frontiers in Marine Science, a Food and Waterborne Parasitology, a Parasitology Research e a Applied Food Research. No universo da publicação científica, os periódicos são avaliados e ordenados pelo seu grau de influência e pelo número de vezes que os seus artigos são citados por outros investigadores. Os do primeiro quartil são, por definição, os 25% mais citados e mais influentes dentro de cada área do conhecimento. Publicar nestes títulos é, para a comunidade científica, um sinal claro de que o trabalho passou por uma revisão rigorosa e que os resultados têm relevância reconhecida pelos pares a nível internacional.

IMPACTO MUNDIAL

Para além das publicações, o projeto deixou também uma marca significativa no circuito científico internacional. Investigadores do consórcio apresentaram os resultados do Vertical Fish em mais de 40 comunicações orais e em poster, em conferências realizadas em quatro continentes. Estiveram presentes em eventos de referência em Portugal, Dinamarca, Polónia, Brasil, México, Espanha, Escócia, Austrália, Uganda e Singapura, entre os quais o Aquaculture Europe, o XI International Symposium on Fish Parasites, o World Aquaculture Singapore 2026 e o Lipids in the Ocean 2026.

No âmbito do projeto foi também concluída uma tese de mestrado dedicada ao estudo de agentes emergentes em produtos do mar e ao seu impacto na segurança alimentar, desenvolvida no CIIMAR, na Universidade do Porto. Um dos trabalhos apresentados em conferência recebeu ainda o prémio de melhor poster no One Health PhD Forum.

O Vertical Fish é liderado pela MC e reúne um consórcio de 10 entidades com perfis complementares: a A4F (Algae for Future), o B2E – Blue Bioeconomy CoLAB, o CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental), o INESC-TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência), a Neadvance, a SEAentia, a Universidade de Aveiro e a Universidade do Minho. O consórcio combina a capacidade operacional de empresas do setor alimentar e tecnológico com a experiência de investigação de centros científicos e universidades de referência em Portugal.

O projeto é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e enquadra-se no Pacto da Bioeconomia Azul, uma iniciativa nacional que aposta na investigação e na inovação como alavancas para tornar o setor do mar mais sustentável, competitivo e seguro. O Pacto reúne mais de 80 entidades e tem como missão transformar os recursos marinhos em oportunidades económicas e científicas para Portugal.